Segundo Pollock et at (1986), existem fortes evidencias de que em 80 a 86% dos adultos obesos sua origem vem da infância e da adolêscencia.
Muitos estudos sugerem que a obesidade infantil está mais associada à inatividade fisica do que à superalimentação. Neste sentido, é pertinente enfocar, no primeiro momento, as orientações práticas visando a diminuição do sedentarismo e não, necessariamente, no aumento significativo do exercício fisíco (POLLOCK ET AL, 1986).
O sedentarismo, portanto, é atualmente um dos grandes problemas da modernidade e também atingem diretamente o adolescente. Guedes & Guedes (1993) levantam a hipótese de que uma possível modificação nos programas de Educação Fisíca poderia auxiliar na prevenção do sedentarismo das próximas gerações de adultos.
Efeito do exercicío físíco sobre o sono, Segundo Mello e Tufik (2004), sabe-se que adolescentes fisicamente ativos e em boa forma física possuem benefícios quanto á eficiência e quando a qualidade do sono, enquanto adolescentes inativos queixam-se de sono ruim, de baixa eficiência e consequentemente sentem-se mais estressados. O exercício fisíco provoca o aquecimento corporal, diminui a latência do sono, ou seja facilita o ínicio do sono. Em indivíduos sedentários a prática de exercicíos fisícos no início da noite pode acarretar insônia, o que não acontece com indivíduos treinados.
Na adolescência os transtornos de humor são caracterizados por condutas como: diminuição das atividades diárias, negativismo, comportamento anti-social, perda de auto-estima, ansiedade e déficits cognitivos.
Segundo os autores supracitados algumas pesquisas mostram que cerca de 20% dos estudantes de 2º grau (ensino médio) sentem-se profudamente infelizes ou tem algum problema emocional. O motivo propulsor pode estar no fato de que neste período ocorre uma quantidade de mudanças em todas as esferas, tanto fisícas quanto psíquicas que se somam à complexidade da vida moderna, e das exigências do meio em que vive. Estes estudos têm mostrado a influência que o exercicío exerce sobre estados de ansiedade e depressão. O exercício aumenta a auto-estima, ajuda no auto-conhecimento corporal e no cuidado com a aparência física, melhora a capacidade funcional, reduz a obesidade e melhora a qualidade de vida dos adolescentes.
As alterações positivas da imagem corporal , provocadas pela realização do exercicío fisíco, independente do peso indicado na balança, podem auxiliar a prevenir o desânimo e a resignação, características potenciais de indíviduos com imagem corporal negativa. Além disso, uma auto-estima elevada também propicia ao indivíduo ver-se como pessoa capaz de realizar-se e comprometer-se com mudanças significativamente positivas na sua vida. Neste sentido, adolescentes com auto-estima e auto senso de eficiência, conseguem visualizar mais facilmente o sucesso, enquanto aquelas que duvidam das suas realizações, da sua própria eficiência podem mentalizar e até antecipar um possível fracasso.
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